Anvisa aprova proibição a termômetro e aparelho de pressão com mercúrio

 
Data: 08/03/2017

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (7) uma resolução que proíbe a fabricação, importação e venda no país de termômetros e aparelhos de pressão com mercúrio a partir de 2019. Também fica proibido o uso desses equipamentos nos serviços de saúde.

A decisão atende ao acordo da Convenção de Minamata, assinado em 2013 por 140 países, entre eles o Brasil. O acordo prevê que esses equipamentos deixem de ser utilizados até 2020. O objetivo é evitar danos à saúde e ao ambiente.

O nome da convenção remete aos problemas causados pela contaminação por mercúrio na cidade de Minamata, no Japão, quando houve aumento no atendimento de crianças e adultos com problemas no sistema nervoso, situação depois associada ao descarte irregular de mercúrio em uma baía por uma indústria da região.

Em geral, os termômetros e aparelhos com mercúrio possuem uma coluna transparente, onde fica o metal líquido –usado para indicar a temperatura do corpo ou a pressão arterial.

O uso desses equipamentos, no entanto, tem sido substituído nos últimos anos por produtos digitais que possuem a mesma precisão, daí a possibilidade de substituí-los, segundo a Anvisa. Hoje, há apenas uma empresa que possui registro no Brasil para venda de um aparelho de pressão com mercúrio, e outras duas com registro de termômetros com mercúrio importados. Em contrapartida, há 63 registros de termômetros e 42 de aparelhos de pressão digitais.

Essa não é a primeira vez que a proibição dos termômetros e esfigmamômetros com mercúrio entra em discussão no país. Em São Paulo, uma lei de 2014 já havia proibido o uso de aparelhos com mercúrio no Estado.

A Anvisa também já havia apresentado uma proposta, no ano passado, para proibição desses equipamentos, por meio de consulta pública.

Agora, a resolução prevê o prazo de até 1º de janeiro de 2019 para que o uso desses equipamentos seja substituído nos serviços de saúde de todo o país.

Fonte: Folha de S.Paulo / Site 

 

Esclarecendo mitos sobre o DIU de cobre

 
 

Depois de cinco décadas de desenvolvimento, onde não faltaram críticas e mal-entendidos, o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre se sobressai hoje como o método anticoncepcional reversível mais usado no mundo: cerca de 170 milhões de usuárias, ultrapassando de longe a pílula anticoncepcional que tem cerca de 110 milhões de usuárias, segundo informações da OMS*.

É um método eficaz, prático, sem hormônios, que satisfaz as necessidades contraceptivas da maioria das mulheres. Entre as vantagens do uso do DIU de cobre estão o longo tempo de ação (10 anos), baixo índice de gravidez, intervenção única para seu uso e poucos efeitos indesejados.

O Sistema Único de Saude (SUS) disponibiliza para as mulheres o DIU TCu 380 (DIU de cobre).

Para responder as principais dúvidas sobre o assunto que podem ser empecilhos para que as mulheres escolha utilizar o DIU de cobre, confira o material do Blog da Saúde : Saiba mais clicando aqui.

Fonte: http://www.cff.org.br

 

Divulgado resultado da seleção de professores tutores do PET Farmácia e do PET Administração

A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) divulgou no dia 21 de dezembro de 2016, o resultado da seleção de professores tutores do Programa de Educação Tutorial dos cursos de Farmácia e Administração. O resultado completo pode ser acessado clicando http://www.uepb.edu.br/divulgado-resultado-da-selecao-de-professores-tutores-do-pet-farmacia-e-do-pet-administracao/

 

UEPB seleciona professores para o Programa de Educação Tutorial dos cursos de Farmácia e Administração

Data: 09/12/2916

A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) divulgou o edital para seleção de professores interessados em atuar no Programa de Educação Tutorial (PET) dos cursos de Farmácia e Administração. Estão sendo ofertadas duas vagas para cada grupo. As inscrições acontecem de 12 a 16 de dezembro, das 8h às 12h, na Secretaria da PROGRAD, localizada no Térreo do Prédio Administrativo, no Câmpus de Bodocongó.

Os documentos exigidos para inscrição são os seguintes: formulário de inscrição preenchido; Currículo Lattes impresso, com os comprovantes devidamente anexados; formulário de Pontuação do Currículo preenchido na coluna “pontos docentes”; cópia de CPF e RG com foto; cópia do diploma constando a titulação de doutor ou, excepcionalmente, de mestre; declaração de dedicação exclusiva emitida pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP); projeto com atividades e cronograma para o primeiro ano como tutor do grupo PET em questão.

A divulgação do resultado da seleção está prevista para o dia 21 de dezembro. O edital completo com todas as normas do processo seletivo pode ser acessado clicando AQUI.

Fonte: UEPB

 

 

 

Arboviroses: os novos desafios para os farmacêuticos        

 
Data: 06/12/2016
 

 

A tríplice epidemia causada pelas arboviroses e em expansão, no Brasil, é um fenômeno de grande impacto social e sanitário que cobra dos farmacêuticos e demais profissionais da saúde atitudes e conhecimentos urgentes sobre as doenças e sua correlação com fatores, como o saneamento básico, a interação entre infecções concomitantes e sequenciais, o espectro de manifestações clínicas e das malformações fetais atribuíveis à infecção pelo Zika vírus, as dificuldades diagnósticas, entre outros. O avanço das viroses está relacionado com as profundas modificações do ambiente por ações do homem, com o crescimento urbano desordenado, com o intercâmbio internacional estabelecido pelo processo de globalização, com as mudanças climáticas, entre outros fatores.

O clamor popular, fruto do medo e da insegurança diante do assombro causado pelas arboviroses, é por ações precisas e rápidas das autoridades e por respostas preventivas e terapêuticas dos profissionais da saúde. Dada a velocidade com que se disseminam e o modo como vêm surpreendendo o meio científico, com tantos novos sintomas e outras facetas, a Dengue, a Zika e a Chikungunya transformaram-se em grandes desafios para os farmacêuticos. Os profissionais são cobrados a buscar, na mesma velocidade, informações (muitas sequer existem, ainda) para se qualificar para prestar serviços aos pacientes.

Na busca por oferecer aos farmacêuticos mais conhecimentos técnicos e científicos sobre essas doenças, o Conselho Federal de Farmácia aproximou-se da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses (SBD-A) - www.sbd-a.org. Firmaram uma frutífera parceria que vem qualificando os profissionais no tratamento das três viroses. Importante fonte de informações sobre tudo o que diz respeito a esses vírus e às infecções que eles causam, a SBD-A está inteiramente à disposição dos farmacêuticos, demais profissionais da saúde e população, para lhes oferecer conhecimentos. O CFF conclama os farmacêuticos a se associarem à SBD-A. A filiação e a mensalidade são gratuitas.

FARMACÊUTICOS CONTRA A DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA – Os farmacêuticos brasileiros, ressalte-se, já haviam se lançado em atividades de combate às arboviroses, em todo o País. Uma forte campanha, nesse sentido, foi lançada pelos conselhos Federal e regionais de Farmácia, em parceria com a Enefar (Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia), Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), SBFFC (Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias), Sbrafh (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde) e o Profar (Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde).

A campanha, que leva o nome de Farmacêuticos em ação: todos contra o Aedes aegypti, foi lançada, no dia 19 de março de 2016, e tem grande impacto social e sanitário. Os profissionais tomaram as ruas das capitais e cidades do interior, mostrando a sua capacidade de organização e o seu compromisso com a saúde da população. De complexa elaboração, a campanha, além de ações nas ruas, envolve a distribuição de folders para farmacêuticos e população, a criação de um link (http://campanhacff.wixsite.com/farmaceuticoemacao) com informações sobre as arboviroses, entre outras ações.

As ações lideradas pelo CFF repercutiram de tal maneira e foram consideradas tão positivas, que atravessaram as fronteiras do Brasil e foram acolhidas, em vários países da América Latina, por intermediação de organizações profissionais internacionais. O FFA (Fórum Farmacêutico das Américas) e a FIP (Federação Farmacêutica Internacional) levaram a campanha dos farmacêuticos brasileiros contra as arboviroses para a Argentina, o Equador, a Costa Rica, Panamá, Paraguai e Uruguai. E mais: as instituições internacionais traduziram e distribuíram, nesses países, o folder que o Conselho Federal de Farmácia produziu para distribuição entre farmacêuticos e a população do Brasil.

Entrevista na Integra click aqui

 

Vírus da zika ataca cérebro de pelo menos duas formas

 

 
Data: 02/12/2016
 
Até agora, as pesquisas sobre zika e microcefalia mostravam que o vírus conseguia entrar nas células responsáveis pelo desenvolvimento do cérebro porque se ligava a uma proteína chamada AXL, existente na superfície dessas células. Mas um estudo conduzido pela Universidade Harvard e publicado ontem na revista “Cell Stem Cell” mostra que o vírus da zika consegue invadir as células cerebrais mesmo sem esta proteína. Isto é, a AXL não é a única via de entrada para a infecção por zika.

As células responsáveis pela geração de neurônios e pela construção do cérebro à medida que o embrião se desenvolve são chamadas de células progenitoras neurais (NPCs). De acordo com a pesquisa, mesmo quando essas células não produzem a proteína AXL em sua superfície, o vírus consegue atacá-las.

— Nosso achado realmente recalibra este campo de pesquisa, porque nos diz que ainda temos que descobrir como o zika está entrando nessas células — disse Kevin Eggan, um dos autores do estudo e professor de Harvard.

Se, antes, a ideia de muitos laboratórios era impedir a entrada do vírus da zika nas células apenas por meio da inibição do contato com a proteína AXL, agora os cientistas de Harvard dizem que apenas isso não será suficiente para acabar com a epidemia de microcefalia.

— É muito importante para a comunidade científica saber que ter como alvo a proteína AXL por si só não vai ser o bastante para defender (o cérebro) do zika — destacou Ajamete Kaykas, investigador sênior em neurociência no Instituto Novartis de Pesquisa Biomédica (NIBR), que também participou da pesquisa.

— Pensávamos que as NPCs que não tinham AXL não seriam infectadas. Mas o que vimos é que estas células são tão infectadas quanto as células normais — sublinhou Max Salick, também do NIBR e coautor do estudo.

TRANSMISSÃO SEXUAL 

Enquanto isso, a Autoridade de Saúde Pública da Inglaterra (PHE) informou ter registrado na última quarta-feira o primeiro caso de zika transmitido sexualmente no Reino Unido. A paciente, que não está grávida, contraiu o vírus após se relacionar com um parceiro que havia retornado de uma área com incidência da doença. Ela se recupera bem.
 

Fonte: Globo

Aditivos em cigarro: Anvisa reitera motivos para proibição

Data: 02/12/2016

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar, nos próximos dias, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 4874, que questiona a legitimidade da Anvisa para a proibição do uso de aditivos nos produtos fumígenos derivados do tabaco.

Por conta desta ADIN, o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, e o diretor de Regulação Sanitária e de Autorização e Registro Sanitários, Fernando Mendes, foram ao STF para esclarecer os motivos pelos quais a Agência quer proibir o uso de substâncias que possuam tão somente a função de mascarar sabores, odores e sensações ruins em cigarros e outros produtos fumígenos, com o objetivo de fazer com que os usuários utilizem cada vez mais estes produtos.

“Eu e o diretor Fernando Mendes visitamos vários ministros do STF, desde a semana passada. Estivemos acompanhados pela ministra da Advocacia Geral da União, Dra. Grace Mendonça, e pela equipe que está encarregada da defesa da União. Entregamos aos ministros um memorial com todos os dados e informações sobre o processo”, relatou Jarbas Barbosa.

O documento entregue pelos representantes da Anvisa descreve que, ao longo dos anos, o Brasil tem avançado no controle dos produtos fumígenos derivados do tabaco e também no combate ao tabagismo. Este avanço foi possível por meio da adoção de diversas medidas normativas, sendo uma das primeiras a Lei 9.294, de 15 de julho de 1996, que restringiu a propaganda e uso destes produtos.

Em 2003, o Brasil tornou-se signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde (OMS), cuja internalização no país ocorreu por meio do Decreto nº 5.658/2006. Esta Convenção, que conta atualmente com 181 Estados Partes, objetiva a adoção de medidas conjuntas para o controle dos produtos derivados do tabaco e combate mundial ao tabagismo.

O Decreto estabelece a necessidade de se tomar medidas para combater a iniciação e apoiar a cessação do consumo do tabaco e reforça que estas ações sejam embasadas em provas científicas, tendo por objetivo a redução do tabagismo.

O Brasil e os demais Países Partes que aderiram ao CQCT firmaram o compromisso que “não se justifica permitir o uso de ingredientes, tais como agentes flavorizantes, o que ajuda a tornar os produtos de tabaco atraentes” e há recomendações para que os países proíbam ou restrinjam o uso, nos produtos de tabaco, de ingredientes que aumentem a palatabilidade, que atribuam coloração, que causem falsa impressão de benefício à saúde e que sejam estimulantes.

Em cumprimento às determinações da CQCT, a Anvisa publicou a RDC nº 14, de 15 de março de 2012, que dispôs sobre os limites máximos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros, proibiu o uso de palavras como “light”, “suave”, “soft”, dentre outras e restringiu o uso de substâncias aditivas nos produtos fumígenos derivados do tabaco, permitindo somente a utilização dos aditivos indispensáveis ao processo produtivo.

Apesar da publicação do regulamento da Anvisa, o uso de aditivos ainda é permitido no país por força de liminar concedida mediante a solicitação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da ADIN a ser julgada no STF.

Para justificar a RDC nº 14/2012, a Anvisa publicou a Nota Técnica nº 10/2013, que apresenta argumentos detalhados para todas as alegações feitas por meio da ADIN. Dentre elas, é possível destacar:

- o uso de substâncias broncodilatadoras com o objetivo de aumentar a absorção de nicotina pelos brônquios e, consequentemente, o seu potencial de causar dependência;

- o emprego de substâncias que inibem o metabolismo da nicotina, deixando-a mais tempo presente na circulação sanguínea e fazendo com que o seu efeito seja intensificado;

- a utilização de substâncias anestésicas para a diminuição da irritação das vias aéreas; e

- o uso de substâncias que mascaram o sabor e odor ruim do produto, bem como a irritação causada pela fumaça do cigarro, tornando-o mais palatável.

Corroborando com as informações já apresentadas pela Anvisa, a Organização Mundial da Saúde publicou, em 2014, um documento no qual reafirma e apresenta evidências científicas de que o uso de algumas substâncias aditivas tem como finalidade o aumento do poder de causar dependência dos produtos derivados do tabaco.

São elas: a amônia (aumenta a nicotina livre e mascara o gosto ruim do produto); o eugenol e o mentol (provocam analgesia e menor irritabilidade para que haja uma maior aspiração da fumaça e disponibilidade de nicotina nos pulmões).

Menciona também os aditivos como substâncias intencionalmente adicionadas aos produtos com o objetivo de aumentar a palatabilidade, melhorar a aparência, criar falsa sensação de benefício à saúde, bem como de aumentar a energia e vitalidade.

 

 

Fonte: Anvisa

 

Justiça libera importação de canabidiol para 16 pacientes da PB

28 de agosto de 2014

Medicamento tem substância proibida presente na maconha. Decisão é do juiz da primeira vara da Justiça Federal.

Famílias pedem direito de usar canabidiol em tratamentos.

 

A Justiça Federal liberou, na tarde desta segunda-feira (18), a importação de canadibiol, composto químico presente na maconha e proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para tratamento de 16 pacientes na Paraíba.

A liminar para o tratamento de 12 crianças, dois adolescentes e dois adultos foi concedida pelo juiz João Bosco Medeiros, da primeira vara da Justiça Federal.

Os pacientes que vão utilizar o canadibiol apresentam patologias neurológicas que têm como característica comum um quadro de epilepsia. Na busca pelo controle das frequentes crises convulsivas, já foram submetidos a diversos tipos de tratamento e combinações de anticonvulsivantes disponíveis no mercado, sem sucesso.

A liberação da importação do medicamento foi pedida na Justiça por meio de ação civil pública ingressada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na ação, o MPF explicou que a situação dos pacientes é urgente e sem resultados satisfatórios ao tratamento medicamentoso tradicional. Para todos os casos, há a prescrição médica específica para uso do canabidiol. No entanto, falta o termo de responsabilidade assinado por um médico, documento exigido pela Anvisa.

Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão na Paraíba, José Godoy Bezerra de Souza, apenas a substância demonstra ser tratamento viável e com resultados. Em casos isolados em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal, a Justiça autorizou a liberação da importação e uso da substância para portadores de síndromes epiléticas, sempre condicionando a importação à requisição médica.

 

Fonte: G1 PB

Dia Internacional do Farmacêutico

Hoje é um dia mais que especial! Parabéns a todos aqueles que escolheram a profissão farmacêutica!

Curso de Citologia Clínica

A Citopatologia continua como atividade de Farmacêuticos e Biomédicos especialistas. O Instituto de Especialização e Pós-Graduação está oferecendo um curso de Citologia Clínica. Confira as informações no pôster, ou acesse o site www.iepgcursos.com.br
 

Cientistas americanos descobrem sistema de limpeza do cérebro

Quinta-feira, 16 de agosto de 2012

 

Neurocientistas do Centro Médico da Universidade de Rochester, nos EUA, descobriram um sistema de drenagem pelo qual o cérebro elimina resíduos.

O estudo foi publicado esta semana na revista "Science Translational Medicine", e os pesquisadores esperam aplicá-lo em tratamentos de Alzheimer e Parkinson.

O sistema atua como se fossem encanamentos que aproveitam os vasos sanguíneos do cérebro e fazem a "drenagem" da mesma forma que o sistema linfático no restante do corpo. A equipe chamou o novo sistema de "glinfático", já que está administrado pelas células do cérebro conhecidas como células da glia.

A equipe fez a descoberta em ratos, cujos cérebros são muito similares aos dos humanos. A autora principal do artigo e co-diretora do Centro de Neuromedicina da Universidade de Rochester, Maiken Nedergaar, afirmou que "a limpeza de resíduos é de vital importância para todos os órgãos, e há muito tempo há perguntas sobre como o cérebro se desfaz de seus resíduos".

"O trabalho demonstra que o cérebro está se limpando de maneira mais organizada e em uma escala muito maior do que se tinha pensado anteriormente", disse Maiken, que expressou seu desejo de que a descoberta sirva para tratar doenças cerebrais.

"Temos a esperança de que esses resultados tenham implicações para muitas condições que afetam o cérebro, como lesões cerebrais por traumatismo, derrames, mal de Alzheimer e Parkinson", acrescentou.

Os cientistas observaram que o líquido cefalorraquidiano tem um papel importante na limpeza do tecido cerebral, encarregado de levar os produtos dos resíduos e os nutrientes para o tecido cerebral, por meio de um processo conhecido como difusão.

O sistema recentemente descoberto circula por todos os cantos do cérebro de maneira eficiente, pelo que os cientistas chamam de fluxo global.

"É como se o cérebro tivesse dois coletores de lixo: um lento que já conhecíamos e um rápido que acabamos de conhecer", disse Maiken.

"Dada a alta taxa de metabolismo no cérebro e sua grande sensibilidade, não é de se estranhar que seus mecanismos para se desfazer dos resíduos sejam mais especializados e amplos do que se pensava", acrescentou.

 

Fonte: G1

Anvisa divulga avaliação sobre higienização das mãos em serviços de saúde brasileiros

Sexta-feira, 2 de março de 2012

 

Já está disponível no site da Anvisa o Relatório sobre Autoavaliação para Higiene das Mãos (HM). O documento apresenta os resultados brasileiros para o instrumento elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O trabalho é inédito e revela dados importantes sobre as rotinas de segurança sanitária realizadas por gestores e profissionais que trabalham em estabelecimentos de saúde de todo o Brasil. A pesquisa contou com a participação de 901 serviços de saúde e foi feita por meio de um formulário disponível na página eletrônica da Anvisa, sendo voluntária a adesão dos estabelecimentos de saúde. O formulário ficou disponível entre os dias 4 de maio e 31 de dezembro de 2011, com o objetivo de avaliar a situação da rede hospitalar no Brasil em relação à promoção e às práticas de higienização das mãos.

A higienização das mãos é o procedimento mais importante e barato para evitar a transmissão de infecções relacionadas à assistência à saúde. Entre os resultados, alguns merecem destaque. O relatório mostra, por exemplo, que 70% dos estabelecimentos de assistência à saúde (EAS) dispõem de orçamento exclusivo para a aquisição contínua de produtos para higienização das mãos. A maioria dos estabelecimentos - 75% - possui ainda um sistema de auditorias regulares para avaliar se o álcool gel, sabonete, toalhas descartáveis e outros materiais necessários estão disponíveis para a lavagem das mãos.

Com relação específica sobre a disponibilidade de álcool gel, mais da metade das unidades - 53% - afirmaram que o produto se encontrava amplamente disponível na instituição, com fornecimento regular em cada ponto de assistência. O relatório mostra ainda que 99% dos serviços participantes da pesquisa contam com água corrente limpa, 93% contam com sabonete em todas as pias e 92% possuem toalhas descartáveis em todos os lavatórios.

Dos 901 estabelecimentos de saúde que responderam ao questionário, 67% possuem um lavatório para cada dez leitos e um lavatório para cada unidade de terapia intensiva. Quando o assunto é a divulgação das práticas de lavagem das mãos, a pesquisa indica que na maioria das instituições que responderam ao questionário - 70% - há a presença de cartazes nas áreas hospitalares com explicações sobre as indicações de higienização das mãos.

Com base nas respostas, a equipe da Anvisa avalia que ainda é necessário um grande esforço por parte dos estabelecimentos de assistência à saúde em áreas importantes. A pesquisa aponta que em 66% deles não existe um sistema de observadores para verificação da adesão à higienização na instituição. A maioria - 68% - também não conta com orçamento específico para capacitação e treinamento sobre o tema.

Outro problema constatado é o de que em 77% dos estabelecimentos o profissional de saúde não tem retorno sobre os dados de adesão à higienização das mãos. “Seria importante essa devolutiva para o profissional perceber que sua prática está sendo monitorada e assim ter estímulo para continuar e aperfeiçoar a higienização das mãos”, diz a gerente de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde da Anvisa, Magda Costa.

Confira aqui o relatório completo.

 

Fonte: Anvisa